Tentando entender o movimento Antivax no Brasil e no mundo.

No início de outubro, o Consulado da França em São Paulo, em parceria com a Unesco, promoveu uma conferência virtual com o historiador da Universidade de Bourgogne, na França, Laurent-Henri Vignaud, versando sobre o movimento antivacina mundial.

O professor foi entrevistado pelo Nexo Jornal sobre o tema do seu livro “Antivax: Resistência às vacinas, do século 18 aos Nossos Dias”.

Em seu livro, ele traz uma reflexão sobre os dados da sua pesquisa, que conclui que a resistência à vacinação é um fato antigo e recorrente, com adeptos tanto da esquerda como da direita – sempre nas extremidades desses setores. Também informa que não está ligado à falta de acesso a informação ou a educação, mas ao excesso de informação e à dificuldade de saber em que acreditar.

Diz ainda que os argumentos e os perfis são muito diversos, passando por questionamento sobre a qualidade das vacinas até por motivos religiosos ou alternativos e naturalistas.

Recomendo a leitura da entrevista completa, neste link, que tem total convergência com minhas crenças, que a ciência deve ser respeitada e que a informação sem habilidade de digeri-la ou critica-la, é também uma crescente pandemia.

E no fim das contas, ficamos com a reflexão mais simples e objetiva: para viver em comunidade – seja uma família, uma empresa, um condomínio, um bairro, uma cidade, um país, ou mesmo o mundo – é preciso bom senso, empatia, tolerância, cidadania, educação e coerência, atributos cada dia mais escassos em nosso planeta.

Artigo publicado originalmente no meu perfil do LinkedIn.