Mudanças sempre vêm em ciclos.

Há exatos 4 anos, em dezembro de 2017, postei um artigo no LinkedIn sobre uma atividade que fazia com meus alunos de MBA.

Ao longo de 2017, pelo terceiro ano consecutivo, levei cada uma das turmas onde lecionei para uma aula prática. Almoçamos num Foodtruck Park, local com diversas opções gastronômicas, aqui em São Paulo. Claro que não paguei o almoço deles. O convite era figurado.

A proposta era que, em duplas, almoçassem num foodtruck diferente e depois de viverem a experiência como consumidor, entrevistassem o chef empreendedor com um questionário estruturado comum a todos os alunos.

Na época era um movimento recente e acreditava que poderiam obter dados fresquinhos de falhas entre planejamento e execução, erros de análise de cenário, melhores práticas e pontos de atenção. E depois, compartilharíamos tudo entre nós, para entender um padrão, as tendências, erros comuns, os inovadores, etc.

Para os curiosos ou saudosistas, compartilho aqui o link do artigo original.

Pois bem, antes mesmo da pandemia o movimento desacelerou e muitos espaços para Foodtrucks fecharam, com o declínio da oferta de comida neste formato.

Veio a pandemia, o mercado de entregas disparou no mundo e todos os serviços, inclusive – ou principalmente – comida, incorporaram esta modalidade de venda / entrega, como condição de sobrevivência.

Ainda temos foodtrucks, beertrucks, winetrucks, quiosques, carrinhos, bicicletas… O ponto é que isso não é solução. É meio.

Na minha visão, a solução passa por uma combinação de experiência do usuário / do consumidor, e vendas / entregas multicanais.

O máximo que conseguir, sem estragar a experiência. Por exemplo, se só consegue entregar uma experiência única e inesquecível, faça isso. De nada adianta ter delivery se o produto chega amassado, frio ou destruído no destino. Claro que passa por processos, tecnologia, marketing digital, treinamento, etc… Não sou ingênuo.

Mas se trabalharmos com as variáveis canais e experiência, podemos criar uma estratégia. E se conseguir dar mais um passo mantendo a experiência do cliente, siga. O delivery e o e-commerce são canais poderosos e irreversíveis.

Cresça o quanto conseguir, sempre protegendo a relação do consumidor com a sua marca, seu produto e seu serviço. Sempre!

Bora?

Este meu artigo foi publicado originalmente no Jornal Empresas & Negócios.