Sou um visionário! Pena que 10 anos atrasado. Pelo menos.

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Sempre defendi o livre mercado e a iniciativa dos empreendedores, que geram emprego, riqueza e solucionam problemas. Também sempre apoiei projetos sociais que fomentassem o protagonismo dos participantes na solução de problemas sociais.

Acredito fortemente que a sociedade civil tem mais força e agilidade que o poder público no direcionamento e implementação das soluções tão necessárias na busca de igualdade, de equidade.

Os próprios Compulsivos são, de certa forma, baseados nesta crença. É uma iniciativa social com fins lucrativos. Busca recursos no formato de patrocínio de grandes empresas que tenham a necessidade de se comunicar com ou se aproximar de determinado segmento de empresários PME. Com os recursos recebidos, impactamos a região com nossa metodologia de modelagem e aceleração de negócios reais, ajudando de fato aos empreendedores com a sua evolução e, deforma transparente e ética, estreitamos a relação entre o patrocinador e seu mercado. Fazemos isso há dez anos.

Entretanto, desde que assumi a Superintendência Executiva do ESPRO – uma instituição filantrópica e sem fins lucrativos, que atende a três políticas públicas de forma multifacetada – vim calibrando a minha visão sobre o segmento, sua gestão e sustentabilidade financeira e buscando uma forma de usar minha visão do ambiente e dos interlocutores para melhorar o nosso resultado e engajar mais as empresas nesta causa tão nobre e urgentemente necessária.

Logo, foi natural, mas revelador, tratar cada iniciativa social como um produto, que resolve uma dor de uma determinada parcela da sociedade e que algumas empresas teriam interesse em patrocinar esta transformação.

Me achei um gênio por um breve intervalo de tempo, até conversar com outros gestores do terceiro setor e receber o tiro de misericórdia do Michael Porter, em seu TED de 2013! Nele, o professor traz uma reflexão sobre tratar causas sociais como produtos que resolvem problemas, dores, das pessoas e das empresas, tornando-se assim economicamente interessantes para patrocinadores e doadores.

Se o apoio financeiro a determinada causa social produz alguma contrapartida da qual a empresa possa se apropriar, ela passa a considerar isso como uma opção sólida de investimento.

Claro que, mais cedo ou mais tarde, todos os gestores do terceiro setor, que tiveram alguma experiência prévia no mercado percebem claramente o tinham pela frente.

Mais ainda durante a pandemia, que ampliou o abismo das desigualdades. Mais ainda no meio do processo de implementação de uma profunda transformação tecnológica, cultural, estrutural dentro do Espro!

O desafio e sua beleza se encontram em criar o match entre o desafio na sociedade a ser vencido, a solução da nossa entidade que resolve este problema e a empresa que deseja atrelar esta causa à sua marca. Simples e desafiador assim.

E agora então, com o fortalecimento das iniciativas e políticas de ESG, aumenta ainda mais esta oportunidade.

Muito prazer, sou Alessandro Saade, Superintendente Executivo do Espro. Vamos conversar?

Mudanças sempre vêm em ciclos.

Há exatos 4 anos, em dezembro de 2017, postei um artigo no LinkedIn sobre uma atividade que fazia com meus alunos de MBA.

Ao longo de 2017, pelo terceiro ano consecutivo, levei cada uma das turmas onde lecionei para uma aula prática. Almoçamos num Foodtruck Park, local com diversas opções gastronômicas, aqui em São Paulo. Claro que não paguei o almoço deles. O convite era figurado.

A proposta era que, em duplas, almoçassem num foodtruck diferente e depois de viverem a experiência como consumidor, entrevistassem o chef empreendedor com um questionário estruturado comum a todos os alunos.

Na época era um movimento recente e acreditava que poderiam obter dados fresquinhos de falhas entre planejamento e execução, erros de análise de cenário, melhores práticas e pontos de atenção. E depois, compartilharíamos tudo entre nós, para entender um padrão, as tendências, erros comuns, os inovadores, etc.

Para os curiosos ou saudosistas, compartilho aqui o link do artigo original.

Pois bem, antes mesmo da pandemia o movimento desacelerou e muitos espaços para Foodtrucks fecharam, com o declínio da oferta de comida neste formato.

Veio a pandemia, o mercado de entregas disparou no mundo e todos os serviços, inclusive – ou principalmente – comida, incorporaram esta modalidade de venda / entrega, como condição de sobrevivência.

Ainda temos foodtrucks, beertrucks, winetrucks, quiosques, carrinhos, bicicletas… O ponto é que isso não é solução. É meio.

Na minha visão, a solução passa por uma combinação de experiência do usuário / do consumidor, e vendas / entregas multicanais.

O máximo que conseguir, sem estragar a experiência. Por exemplo, se só consegue entregar uma experiência única e inesquecível, faça isso. De nada adianta ter delivery se o produto chega amassado, frio ou destruído no destino. Claro que passa por processos, tecnologia, marketing digital, treinamento, etc… Não sou ingênuo.

Mas se trabalharmos com as variáveis canais e experiência, podemos criar uma estratégia. E se conseguir dar mais um passo mantendo a experiência do cliente, siga. O delivery e o e-commerce são canais poderosos e irreversíveis.

Cresça o quanto conseguir, sempre protegendo a relação do consumidor com a sua marca, seu produto e seu serviço. Sempre!

Bora?

Este meu artigo foi publicado originalmente no Jornal Empresas & Negócios.

Tentando entender o movimento Antivax no Brasil e no mundo.

No início de outubro, o Consulado da França em São Paulo, em parceria com a Unesco, promoveu uma conferência virtual com o historiador da Universidade de Bourgogne, na França, Laurent-Henri Vignaud, versando sobre o movimento antivacina mundial.

O professor foi entrevistado pelo Nexo Jornal sobre o tema do seu livro “Antivax: Resistência às vacinas, do século 18 aos Nossos Dias”.

Em seu livro, ele traz uma reflexão sobre os dados da sua pesquisa, que conclui que a resistência à vacinação é um fato antigo e recorrente, com adeptos tanto da esquerda como da direita – sempre nas extremidades desses setores. Também informa que não está ligado à falta de acesso a informação ou a educação, mas ao excesso de informação e à dificuldade de saber em que acreditar.

Diz ainda que os argumentos e os perfis são muito diversos, passando por questionamento sobre a qualidade das vacinas até por motivos religiosos ou alternativos e naturalistas.

Recomendo a leitura da entrevista completa, neste link, que tem total convergência com minhas crenças, que a ciência deve ser respeitada e que a informação sem habilidade de digeri-la ou critica-la, é também uma crescente pandemia.

E no fim das contas, ficamos com a reflexão mais simples e objetiva: para viver em comunidade – seja uma família, uma empresa, um condomínio, um bairro, uma cidade, um país, ou mesmo o mundo – é preciso bom senso, empatia, tolerância, cidadania, educação e coerência, atributos cada dia mais escassos em nosso planeta.

Artigo publicado originalmente no meu perfil do LinkedIn.

Um Fundo que investe em Direito Autoral de Artistas Brasileiros? Como não pensei nisso antes?

Acredito que muitos de vocês saibam da minha relação com a música. Sou baterista, tive banda, estúdio e não vivo sem meu Spotify.

Pois nas minhas leituras de final de semana encontrei uma matéria do Estadão, sobre um fundo de investimento com portfolio investido em direito autoral de músicas de artistas brasileiros. Amei a ideia.

E todos ganham. Principalmente, como um possível um caminho para financiar a arte sem a mão do governo e suas leis de incentivo à cultura, utilizadas de forma desvirtuada em alguns projetos. Não que eu seja contra aos instrumentos de fomento cultural. Entendo que são úteis e necessários. O ponto de atenção é que em alguns momentos são usados de forma errada ou mesmo ilícita, desviando estes recursos do seu propósito inicial.

O meu objetivo aqui neste momento não é criticar ou polemizar, mas trazer algo novo que pode ser de grande valia para os músicos, produtores e autores.

Destaquei um trecho da matéria do caderno e-investidor do Estadão: “Esse tipo de negócio começou no Brasil em 2020 com a Hurts Capital. A fintech, fundada em 2017 por profissionais vindos do mercado financeiro, estrutura e distribui ativos alternativos(…), como royalties de música.

De julho de 2020 até 31 de janeiro, a empresa já fez cinco operações, incluindo nomes da MPB, como Luiz Avellar, do rock, como Paulo Ricardo, do sertanejo, como Bruno César, e do funk, como Philipe Pancadinha. O volume captado já soma R$ 4,8 milhões. Para os investidores, estão disponíveis mais de 5.600 composições e gravações de músicos brasileiros, com rentabilidade prevista entre 12,78% (cenário pessimista) e 19,19% (cenário otimista).”

Compartilho o link da matéria para que possa entender e desenvolver a sua própria opinião sobre o assunto:

Compartilho o link da matéria para que possa entender e desenvolver a sua própria opinião sobre o assunto: https://einvestidor.estadao.com.br/investimentos/investir-em-musica-brasil-fundo/

E a foto em destaque é do Atikh Bana no Unsplash.

Quem diria, São Paulo, que passaríamos por isso juntos?

Quem diria, São Paulo, que passaríamos por isso juntos?

Uso a data sempre como um marco, da minha vinda para a cidade e do seu aniversário. Desde o século passado, em 1993. Só que desta vez há muita coisa diferente acontecendo.

Vir para São Paulo na maioria das vezes é uma escolha natural, um chamado, uma atração. E sempre somos acolhidos de forma generosa e desafiadora, grandiosa e detalhista, intensa e delicada.

Desde o ano passado a cidade foi obrigada a se reinventar. Redesenhar seu transporte, seu consumo, seu entretenimento. Mais um desafio para a cidade que atrai pessoas e negócios, numa convergência de povos e culturas, de visões e de causas. E como as causas estiveram em destaque!

E como a cidade, fomos todos obrigados a aprender rapidamente com o desconhecido da pandemia, o fantasma do afastamento social, das portas fechadas, do consumo proibido.

Em janeiro tem vacina e tem a fase mais aguda da pandemia. Bem a sua cara, São Paulo, conflitante e convergente, fria e emotiva, acolhedora e implacável.

Muitos paulistanos não têm cuidado de você corretamente, aglomerando e negando o risco de continuidade, de vida e de negócios, de relações pessoais e profissionais, dos apertos de mão determinados e dos abraços afetuosos.

Que tenhamos mais consciência e cidadania, mais respeito e empatia. E que não esperemos “isso tudo passar” para agir. É urgente o combate às desigualdades. Do empreendedor com sua PME sufocada financeiramente, do jovem da comunidade sem acesso ao estudo remoto, da mão ou do pai de família sem perspectiva profissional em meio à pandemia.

Deixo aqui um agradecimento e uma provocação:

Obrigado São Paulo por me acolher, me desafiar, me ensinar. Por não me mostrar o caminho, mas permitir que eu criasse o meu, deixando as minhas pequenas marcas, as minhas singelas contribuições, meu micro legado.

E que todos os paulistanos, natos ou acolhidos, sejam protagonistas da urgente mudança que tanto precisamos: social, de empatia e atitude; e empresarial, com inovação e colaboração.

Publicado originalmente no LinkedIn.

E não é que ele chegou ao fim?

E não é que ele chegou ao fim?


2020 foi intenso!
Foi para todas as empresa do Brasil e do mundo, independente do porte ou segmento de atuação. E acredito que tenha sido assim para você e sua família. 

Foi um ano completamente atípico. Alguns de nós perderam pessoas queridas, outros foram contaminados, como eu, e venceram a doença. Mas todos sofremos com o medo do desconhecido, seja pelo temor de problemas de saúde, da possível perda do emprego, da perda do ensino dos nossos filhos, da nossa da qualidade de vida, da dificuldade de viver em isolamento, no confinamento de casa.

O Covid trouxe, junto com o medo e a incerteza, a oportunidade de fazermos diferente. Pois enfrentamos de frente o desafio. Entendemos que era necessária, ou melhor, que era obrigatória a mudança. Uma vez que ninguém havia previsto ou se preparado para algo assim, as soluções partiram de todos os lados. Então começamos a desenhar. Valia desenho feio, colorido, torto, reto, feito a mão ou no computador. Só não valia ficar inerte.
Todos os líderes foram desafiados e ao mesmo tempo impulsionados para a mudança, a inovação, a superação.

As empresas são um efervescente caldeirão de culturas, habilidades, competências e pontos de vista. Cada colaborador tem uma origem, um estilo, uma história, uma competência. Todas complementares. Isso os faz lidar de maneira distinta, diferente, frente às diversas situações que enfrentam. Aqui reside a beleza e a riqueza da diversidade. Cada um de nós é uma peça única e relevante dentro da operação, da solução.

Infelizmente, muitas empresas quebraram, muitos empregos deixaram de existir e muitos produtos e marcas desapareceram. O pequeno foi o que mais sofreu, não por falta de agilidade, mas por falta de recursos, principalmente financeiros, para atravessas o período mais severo, os primeiro três meses de pandemia.

Apesar disso, o varejo se reinventou, o e-commerce decolou de vez e as indústrias acharam uma forma de continuarem em operação. Claro que todos não fizemos nem o plano, nem o resultado, que planejamos para 2020. Mas com certeza, entregamos um 2020 melhor do que vislumbrávamos em maio e junho.


Agora é hora de consolidar o aprendizado e preparar o plano para 2021. Com a flexibilidade e a perseverança que aprendemos e desenvolvemos nos últimos nove meses.

Entendo cada ano que inicia como um caderno em branco. E de preferência, sem pauta, para não limitar o que faremos.

Sugiro que escreva a sua história em 2021 a caneta. Se errar, não apague. Destaque o erro para não repeti-lo e siga em frente. Não vamos acertar todas na vida. E tudo bem. Só precisamos lembrar onde erramos.


Agora é hora de recarregar as baterias, descansar e curtir a família. Ainda sem aglomeração. Estamos próximos da vacinação, mas tudo indica que teremos um janeiro com altas taxas de contágio. Por favor cuidem-se.


E tenha certeza, 2021 será tão emocionante como 2021. Só que mais seguro. É a minha previsão para os próximos 365 dias.

Alessandro Saade – Fundador dos Empreendedores Compulsivos, é também executivo, autor, professor, palestrante e mentor.  Possui mais de30 anos de experiência atuando com grandes empresas e startups brasileiras, tornando-se referência no universo do empreendedorismo no Brasil. Formado em Administração pela UVV-ES, com MBA em Marketing pela ESPM e mestrado em Comunicação e Mercados pela Cásper Líbero, especializou-se em Empreendedorismo pela Babson College e em Inovação por Berkeley. Atualmente é Superintendente Executivo do ESPRO, instituição sem fins lucrativos que há 40 anos oferece aos jovens brasileiros a formação para inserção no Mundo do Trabalho.

Artigo publicado originalmente na coluna Tenha Cicatrizes do Jornal Empresas & Negócios, em 31.12.2020.

Organização ou Organismo? Onde você trabalha?

Nada como começar o mês e a semana com uma provocação do Seth Godin, um dos pensadores de marketing e aprendizagem que mais admiro.

Perfeita para estes momentos de mudança constante e profunda. Vamos lá?

Organização ou organismo?

Talvez você trabalhe com uma organização. Elas têm sistemas, gráficos e caixas.

Mas a própria natureza de uma organização é que alguém a desenvolveu, a entendeu e precisa aprovar suas mudanças. Afinal, está organizado.

Talvez, em vez disso, você trabalhe com um organismo. Um organismo muda constantemente. As células se desenvolvem, morrem e são substituídas. Adapta-se ao ambiente atual ou desaparece.

Se você se envolve com uma cultura, se faz parte de um organismo, entenderá melhor o sistema em que ele vive. O organograma é insuficiente.

E, é claro, os organismos tendem a ser mais resistentes que as organizações.

Caso queira conhecer mais sobre o autor, recomendo visitar seu blog, clicando aqui.

É incrível fazer parte do #TimeEspro

 

Engraçado como a vida nos traz oportunidades interessantes quando menos esperamos. Em janeiro completei um ano na superintendência executiva do Espro – Ensino Social Profissionalizante, um dos mais deliciosos e arrojados desafios que recebi na minha vida.

Um ano de muito aprendizado num segmento que não estava no meu radar, apesar da minha extrema admiração pela causa da inclusão social por meio da formação e transformação do jovem para o mundo do trabalho.

Curioso que, mesmo sendo algo completamente diferente do que fazia, está 100% alinhado com meu propósito e minha visão de mundo, que levou à criação dos Empreendedores Compulsivos.

Ao longo de 2019 pude conhecer, entender e aprender a operação, as características do ambiente onde atuamos e a legislação da causa. Ainda falta muito, mas já evoluí bastante.

Fui também privilegiado por receber o que passei a chamar carinhosamente, desde o início, de Time Espro, não só pelo comprometimento e engajamento de todos, mas pelo brilho no olhar, vontade de fazer e capacidade de realizar.

Com esse Time entregamos um resultado acima do previsto no plano operacional de 2019, crescendo não só em número de adolescentes e jovens inseridos no mundo do trabalho, mas também em atendimentos e projetos sociais em todo o Brasil. Feito emblemático, num ano difícil, mas que ficou marcado por termos celebrado os 40 anos de existência da instituição.  

Os desafios para este ano não são menores. Precisamos focar e continuar crescendo em número de atendimentos e, com isso, aumentar o impacto de transformação social. Além disso, caminhar em direção da transformação digital, buscar novas formas de seguir a missão da instituição e melhorar ainda mais nossa atuação frente ao jovem, à sua família e à comunidade onde está inserido.

O Plano Estratégico que idealizamos para 2020, vem arrojado e com todo apoio do Conselho Diretor. Cheio de desafios, alguns já previstos em nosso planejamento, e outros novos, que entendo estarmos preparados para eles.

Mas para que possamos cumprir este plano, é necessário o comprometimento de todo o Time Espro, que certamente faz a diferença no impacto da vida dos nossos adolescentes e jovens espalhados pelo Brasil.

Da mesma forma, preciso que todos entendam e adotem os conceitos que reiteradamente divulguei ao longo de 2019: Resultado nas entregas, Ética na atuação, Agilidade na operação e Leveza nas relações. Precisamos ser “R.E.A.L”, conceito que incorporei, com autorização do Comitê de Inovação da Arcelor Mittal, onde tenho a honra de atuar como conselheiro.

Mesmo muito realizado nessa nova etapa à frente do Espro, confesso um dilema pessoal que tomou minha atenção no início deste período. Apesar de toda a transparência com o Conselho Diretor, sempre tive inquietação quanto à fronteira da minha condição de fundador dos Compulsivos, palestrante e mentor, complementarmente à atuação como superintendente executivo do Espro. Há mais de 15 anos criei e homologuei uma metodologia de desenho, validação e aceleração de negócios para PMEs – Pequenas e Médias Empresas, utilizada nos MBAs da BSP e da ESPM, pelo Sebrae e, principalmente, pelos mentores habilitados nos Empreendedores Compulsivos. A iniciativa já impactou mais de 30 mil empreendedores e negócios em todo o país.

Faço questão de reforçar que a minha vinda para o Espro me tirou da operação e fui direcionado ao conselho, mas atuar como palestrante e mentor, mesmo em menor volume é uma das formas de recarregar a energia, que certamente me fortalece na posição de superintendente e me deixa atualizado com as tendências de mercado.

Ao longo do ano percebi o óbvio. Que além de não existir conflito, já que são segmentos e públicos distintos, há uma enorme sinergia entre ambos, pois é impossível dissociar o mundo do trabalho dos jovens do empreendedorismo e da inovação, onde os Compulsivos atuam capacitando e transformando PMEs por todo o país.

Quero, ainda, compartilhar com vocês duas frases, que entre outras poucas, funcionam como um credo, e me acompanham por toda a vida.

A primeira é que “Sempre existe alguém começando algo novo”. Uma verdade. E a segunda, “Ninguém faz nada sozinho”. Essa foi mais dolorosa. Como leonino e empreendedor, algumas cicatrizes me fizeram entender o poder, o valor e a beleza da colaboração, que nada mais é que a mistura de visões e competências.

Baterias renovadas, coração tranquilo e alma plena, só posso agradecer todo o Time pela acolhida que recebi e reiterar o meu compromisso com cada um de vocês, e com a nossa causa.

Liderar a todos na direção de um novo tempo, com o Espro transformado em processos e formatos, mas imutável na crença e no propósito é o meu objetivo atual.

 

 

Artigo publicado originalmente no Linkedin em fevereiro de 2020.

Por que o seu cartão de crédito tem números em alto relevo?

Aposto que na sua carteira tem pelo menos cinco cartões: da sua conta bancária, de crédito, de benefício, entre outros. E a maioria deles tem algo em comum, que a maioria dos usuários não se incomoda nem questiona.

É curioso ver como a tecnologia evolui e vai mantendo características, processos ou expressões os tempos anteriores.

Por que no seu cartão de crédito seu nome e os números estão em alto relevo? Já tinha parado para pensar nisso?

Isso vem da época em que não tínhamos tecnologia digital. Não havia internet nem bancos e sistemas conectados.

Ao apresentar o seu cartão de crédito, o dono do estabelecimento pegaria um formulário carbonado (*) em três vias, encaixaria numa plataforma onde também encaixar o seu cartão. Então passaria um rolo sobre eles de modo que o relevo do seu cartão imprimisse seus dados no papel carbonado. Só então preencheria a irmão o valor e a data da compra. Por fim, entregaria para você assinar, destacaria uma via para ele, uma para você e outra para empresa emissora do cartão de crédito.

Era uma operação logística saber quem comprou, quanto e onde gastou. Era necessário esperar a chegada do malote com as vias daquele estabelecimento no emissor do cartão para calcular as faturas.

Faz tempo que a tecnologia mudou, usando no começo tarjas magnéticas e agora chips, que são lidos até sem contato físico por máquinas e sistemas. E ainda assim temos diversos estabelecimentos comerciais emitindo o cartão da mesma maneira que se fazia há vinte anos.

Mais uma mudança neste meio de pagamento que nasceu quando executivo de uma agência de marketing de Nova York saiu para jantar com seus clientes e percebeu que não tinha trazido dinheiro. Deixou o seu cartão de visitas com dono do estabelecimento para voltar posteriormente para pagar. Assim surgiu o primeiro cartão de crédito, inicialmente pensado para os momentos das refeições, o Diners Club.

Apesar de algumas fintechs já emitirem seus cartões sem relevo, o curioso é que estamos em vias deixar de usar cartões físicos como meio de pagamento passando para gadgets e wearables. Periga na sua morte, ainda termos alguns com relevo no seu plástico.

*

Para quem não sabe o que é uma via carbonada, era uma folha de já vinha com carbono fixado no seu verso.

Três mitos que não cabem em 2019!

Toda virada de ano é cheia de desejos, promessas e futuro.

Na minha coluna desta semana na BandNews FM Brasilia falei sobre uma matéria sensacional da revista Entrepreneur, que nos provoca a para de acreditas em três mitos sobre o sucesso nos negócios.

Um deles é de que “quanto mais duro você dá, mais sucesso você tem”. Este mito ignora a estratégia e a colaboração.

Clique e ouça meu podcast, ou se preferir, clique e leia a matéria na integra.