Tentando entender o movimento Antivax no Brasil e no mundo.

No início de outubro, o Consulado da França em São Paulo, em parceria com a Unesco, promoveu uma conferência virtual com o historiador da Universidade de Bourgogne, na França, Laurent-Henri Vignaud, versando sobre o movimento antivacina mundial.

O professor foi entrevistado pelo Nexo Jornal sobre o tema do seu livro “Antivax: Resistência às vacinas, do século 18 aos Nossos Dias”.

Em seu livro, ele traz uma reflexão sobre os dados da sua pesquisa, que conclui que a resistência à vacinação é um fato antigo e recorrente, com adeptos tanto da esquerda como da direita – sempre nas extremidades desses setores. Também informa que não está ligado à falta de acesso a informação ou a educação, mas ao excesso de informação e à dificuldade de saber em que acreditar.

Diz ainda que os argumentos e os perfis são muito diversos, passando por questionamento sobre a qualidade das vacinas até por motivos religiosos ou alternativos e naturalistas.

Recomendo a leitura da entrevista completa, neste link, que tem total convergência com minhas crenças, que a ciência deve ser respeitada e que a informação sem habilidade de digeri-la ou critica-la, é também uma crescente pandemia.

E no fim das contas, ficamos com a reflexão mais simples e objetiva: para viver em comunidade – seja uma família, uma empresa, um condomínio, um bairro, uma cidade, um país, ou mesmo o mundo – é preciso bom senso, empatia, tolerância, cidadania, educação e coerência, atributos cada dia mais escassos em nosso planeta.

Artigo publicado originalmente no meu perfil do LinkedIn.

PALESTRANTE EM INGLES

É curioso como ainda temos poucos eventos com palestras em inglês no Brasil. Até mesmo na cidade de São Paulo, com grande volume de empresas e negócios  multinacionais, acho pouco.

Lembro do começo da minha consultoria em negócios internacionais, que na década de 1990 recebia as missões comerciais britânicas para apresentá-los ao mercado e às regras de negócios do nosso país. Um dia de trabalho com workshops e palestras. Ok, não sou tão novo assim…

Missões comerciais da indústria farmacêutica, automotiva, de alimentos e bebidas entre outras eram recepcionadas pela minha empresa e apresentávamos, em inglês, a estrutura do mercado local, a legislação, impostos, certificados e autorizações necessárias, além de acompanha-los em visitas técnicas. Só não conseguia explicar como se calcula o ICMS, tarefa ingrata para executivos oriundos de países com legislação simples e objetiva.

Depois comecei a receber alunos dos MBAs internacionais, como dos EUA, Canadá e Ucrânia. Sempre interessados em fazer negócios no Brasil. Aula de negócios Doing Business in Brazil.

Por fim, saindo para palestrar em inglês em eventos na América Latina, como Argentina e Chile, apresentando a metodologia que desenvolvi para a modelagem de negócios ou contando o cases da criação da categoria de cerveja gourmet no Brasil, que tive a honra de participar ativamente. Só não me pergunte porque o idioma era o inglês e não o espanhol. Não saberia responder.

De tudo, trago ótimas lembranças do engajamento e do interesse dos participantes, a vontade de fazer seus negócios cruzarem as fronteiras e gerar novos projetos, conquistando mercados e clientes.