Um Fundo que investe em Direito Autoral de Artistas Brasileiros? Como não pensei nisso antes?

Acredito que muitos de vocês saibam da minha relação com a música. Sou baterista, tive banda, estúdio e não vivo sem meu Spotify.

Pois nas minhas leituras de final de semana encontrei uma matéria do Estadão, sobre um fundo de investimento com portfolio investido em direito autoral de músicas de artistas brasileiros. Amei a ideia.

E todos ganham. Principalmente, como um possível um caminho para financiar a arte sem a mão do governo e suas leis de incentivo à cultura, utilizadas de forma desvirtuada em alguns projetos. Não que eu seja contra aos instrumentos de fomento cultural. Entendo que são úteis e necessários. O ponto de atenção é que em alguns momentos são usados de forma errada ou mesmo ilícita, desviando estes recursos do seu propósito inicial.

O meu objetivo aqui neste momento não é criticar ou polemizar, mas trazer algo novo que pode ser de grande valia para os músicos, produtores e autores.

Destaquei um trecho da matéria do caderno e-investidor do Estadão: “Esse tipo de negócio começou no Brasil em 2020 com a Hurts Capital. A fintech, fundada em 2017 por profissionais vindos do mercado financeiro, estrutura e distribui ativos alternativos(…), como royalties de música.

De julho de 2020 até 31 de janeiro, a empresa já fez cinco operações, incluindo nomes da MPB, como Luiz Avellar, do rock, como Paulo Ricardo, do sertanejo, como Bruno César, e do funk, como Philipe Pancadinha. O volume captado já soma R$ 4,8 milhões. Para os investidores, estão disponíveis mais de 5.600 composições e gravações de músicos brasileiros, com rentabilidade prevista entre 12,78% (cenário pessimista) e 19,19% (cenário otimista).”

Compartilho o link da matéria para que possa entender e desenvolver a sua própria opinião sobre o assunto:

Compartilho o link da matéria para que possa entender e desenvolver a sua própria opinião sobre o assunto: https://einvestidor.estadao.com.br/investimentos/investir-em-musica-brasil-fundo/

E a foto em destaque é do Atikh Bana no Unsplash.

E não é que ele chegou ao fim?

E não é que ele chegou ao fim?


2020 foi intenso!
Foi para todas as empresa do Brasil e do mundo, independente do porte ou segmento de atuação. E acredito que tenha sido assim para você e sua família. 

Foi um ano completamente atípico. Alguns de nós perderam pessoas queridas, outros foram contaminados, como eu, e venceram a doença. Mas todos sofremos com o medo do desconhecido, seja pelo temor de problemas de saúde, da possível perda do emprego, da perda do ensino dos nossos filhos, da nossa da qualidade de vida, da dificuldade de viver em isolamento, no confinamento de casa.

O Covid trouxe, junto com o medo e a incerteza, a oportunidade de fazermos diferente. Pois enfrentamos de frente o desafio. Entendemos que era necessária, ou melhor, que era obrigatória a mudança. Uma vez que ninguém havia previsto ou se preparado para algo assim, as soluções partiram de todos os lados. Então começamos a desenhar. Valia desenho feio, colorido, torto, reto, feito a mão ou no computador. Só não valia ficar inerte.
Todos os líderes foram desafiados e ao mesmo tempo impulsionados para a mudança, a inovação, a superação.

As empresas são um efervescente caldeirão de culturas, habilidades, competências e pontos de vista. Cada colaborador tem uma origem, um estilo, uma história, uma competência. Todas complementares. Isso os faz lidar de maneira distinta, diferente, frente às diversas situações que enfrentam. Aqui reside a beleza e a riqueza da diversidade. Cada um de nós é uma peça única e relevante dentro da operação, da solução.

Infelizmente, muitas empresas quebraram, muitos empregos deixaram de existir e muitos produtos e marcas desapareceram. O pequeno foi o que mais sofreu, não por falta de agilidade, mas por falta de recursos, principalmente financeiros, para atravessas o período mais severo, os primeiro três meses de pandemia.

Apesar disso, o varejo se reinventou, o e-commerce decolou de vez e as indústrias acharam uma forma de continuarem em operação. Claro que todos não fizemos nem o plano, nem o resultado, que planejamos para 2020. Mas com certeza, entregamos um 2020 melhor do que vislumbrávamos em maio e junho.


Agora é hora de consolidar o aprendizado e preparar o plano para 2021. Com a flexibilidade e a perseverança que aprendemos e desenvolvemos nos últimos nove meses.

Entendo cada ano que inicia como um caderno em branco. E de preferência, sem pauta, para não limitar o que faremos.

Sugiro que escreva a sua história em 2021 a caneta. Se errar, não apague. Destaque o erro para não repeti-lo e siga em frente. Não vamos acertar todas na vida. E tudo bem. Só precisamos lembrar onde erramos.


Agora é hora de recarregar as baterias, descansar e curtir a família. Ainda sem aglomeração. Estamos próximos da vacinação, mas tudo indica que teremos um janeiro com altas taxas de contágio. Por favor cuidem-se.


E tenha certeza, 2021 será tão emocionante como 2021. Só que mais seguro. É a minha previsão para os próximos 365 dias.

Alessandro Saade – Fundador dos Empreendedores Compulsivos, é também executivo, autor, professor, palestrante e mentor.  Possui mais de30 anos de experiência atuando com grandes empresas e startups brasileiras, tornando-se referência no universo do empreendedorismo no Brasil. Formado em Administração pela UVV-ES, com MBA em Marketing pela ESPM e mestrado em Comunicação e Mercados pela Cásper Líbero, especializou-se em Empreendedorismo pela Babson College e em Inovação por Berkeley. Atualmente é Superintendente Executivo do ESPRO, instituição sem fins lucrativos que há 40 anos oferece aos jovens brasileiros a formação para inserção no Mundo do Trabalho.

Artigo publicado originalmente na coluna Tenha Cicatrizes do Jornal Empresas & Negócios, em 31.12.2020.