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#DicaDoCompulsivo – Podcast The Entrepreneur’s Studio

A Dica do Compulsivo de hoje surgiu da caminhada de ontem rs

Sempre ouço um podcast que não está no meu radar quando caminho. Algo que nunca ouvi ou há muito tempo não ouvia.

A dica para o fim de semana é um episódio do Podcast The Entrepreneur’s Studio. Uma verdadeira aula de liderança, inconformismo, simplicidade e atitude empreendedora, com Will Guidara e seu conceito de Unreasonable Hospitality, ou Hospitalidade Irracional, numa tradução livre.

Vale ouvir e anotar. Tem insights o tempo todo!
E depois me conta o que achou!

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Você só é reconhecido em público pelo que pratica com determinação quando as pessoas não estão vendo.

Semana passada, Lebron James superou a marca de maior pontuador da história da NBA, que pertencia há 38 anos a Kareem Abdul-Jabbar

Ok, você pode não gostar de basquete, não entender, não acompanhar… Mas se estava no Planeta Terra na semana passada, em algum momento você foi impactado pela informação.

Além de admirar o esporte, joguei basquete ininterruptamente por 10 anos da minha vida, competindo em campeonatos federados e estudantis, estaduais e nacionais. Senti e sei do esforço necessário para se competir. É necessário muito treino, resiliência, determinação, para passar pelas derrotas, frustrações, lesões ….

Quanto melhor você joga, maior a cobrança, maior a necessidade de treino. Nunca acaba. Só aumenta. E isso só engrandece a conquista da semana.

Com o tempo o treino muda, fica menos tático, mais estratégico. O físico muda de função, o equilíbrio emocional assume mais importância, a experiência faz toda a diferença.

Naturalmente me remete ao livro Outliers, de Malcolm Gladwell, que apresenta a teoria das 10.000 horas de prática que separam os prodígios dos mortais. Tão ou mais importante que o talento, é a sua determinação e a oportunidade de praticar, praticar, praticar, na busca da perfeição.

Você já teve a sensação de fazer algo de forma natural, instintiva, sem esforço? Repetir diversas vezes aquela receita de bolo que todos elogiam. Tocar um instrumento sem se preocupar em olhar se a mão está fazendo o acorde correto. Olhar para um cenário e a compreensão dele pular na sua frente, de forma natural e espontânea. 

Tudo vem da prática, do desejo de fazer, da determinação de seguir em frente.

E claro, trago a lembrança de outro livro, este do Ram Charam, Execução. Afinal, tão importante quanto planejar, é entregar. E muitos de nós patinamos neste momento.

Traçando um paralelo entre a vida corporativa e a vida esportiva, a cada novo campeonato as estratégias são ajustadas, os times são recompostos, jogadores mudam de uniforme e de lado, novatos aparecem e veteranos se despedem ou traçam novos caminhos, fora das quadras.

Empresas lançam novos produtos e serviços, adequam sua estratégia ao novo cenário, trazem reforços para o time, descontinuam unidades, avançam em novos mercados, celebram novas parcerias e encerram outras.

O que você e sua empresa fizeram na virada de ano? Para onde a sua estratégia vai lhe levar? Você possui indicadores para acompanhar a execução e ajustar, caso necessário? Até agora, está indo bem? Percorremos 12,5% do ano! Já parou para pensar nisso?

Voltando para o basquete, mas continuando com o negócio, o recorde da semana passada, com certeza, venderá mais camisas amarelas número seis do Lakers, venderá mais ingressos, aumentará os frequentadores dos bares nos dias de jogo, venderá mais bolas de basquete, levará mais pessoas aos parques com quadras nos fins de semana, enfim, aquecerá, mais ainda, um mercado que já é enorme no mundo! 

Para fechar a nossa conversa gostaria de comentar a beleza e a sutileza do momento exato da conversão da cesta que quebra o recorde: Na imagem icônica registrada por Andrew D. Bernstei (NBAE / Getty Images), enquanto o ginásio inteiro apontava seus celulares para eternizar o arremesso, Phil Knight, fundador da Nike, patrocinadora do atleta há 20 anos, saboreava a o momento, na primeira fila, com as mãos e os olhos livres, vivendo e eternizando o momento que ele, de alguma forma, contribuiu para que ocorresse. Basta olhar para os números da Nike e perceber que ele, Phil Knight,  assim como Lebron James, é um superador de recordes.

Congrats, King james!

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O desafio da gestão de negócios culturais. No Brasil e no mundo.

Ontem foi decretada a falência da 𝐋𝐢𝐯𝐫𝐚𝐫𝐢𝐚 𝐂𝐮𝐥𝐭𝐮𝐫𝐚.
Frequentei muito o ambiente, li livros para os meus filhos dentro do dinossauro de madeira, fiz reuniões no café, participei de mesas redondas no teatro, assisti a pocket shows sensacionais, como este do John Pizzarelli, prestigiei o lançamento de livros de amigos e de desconhecidos, enfim… Vivi intensamente o espaço.
Recentemente no meu 𝐍𝐨 𝐑𝐚𝐝𝐚𝐫 𝐝𝐨 𝐒𝐚𝐚𝐝𝐞 comentei algumas iniciativas na França e nos Estados Unidos, de livrarias buscando novos modelos, novos formatos.
Triste, mas otimista pela cultura. Essa que não é livraria, mas nos acolhe faz crescer.

#falasaade#educação#cultura

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Carta aberta de Gratidão a São Paulo

Querida São Paulo,

Sempre próximo do seu aniversário eu comemoro e agradeço o meu aniversário de SP!

Então decidi reeditar uma carta que escrevi há alguns anos para você, nos seus 469 anos agradecendo por me acolher tão bem desde o primeiro dia.

Vir para São Paulo na maioria das vezes é uma escolha natural, um chamado, uma atração. E sempre somos acolhidos de forma generosa e desafiadora, grandiosa e detalhista, intensa e delicada.

Foi uma escolha natural de morar, viver e empreender na cidade mais cosmopolita do continente, numa das maiores e mais globalizadas cidades do mundo. E falo com experiência de quem, a trabalho ou a passeio, já respirou os ares de grandes metrópoles, como Londres, Milão, Paris, Genebra, Nova Iorque, São Francisco, Chicago.

Mais da metade da minha vida passei aqui: 31 em seus metrôs, taxis, bicicletas, prédios, monumentos, parques, eventos. Negócios inovadores, tradição protegida, convergência de povos e culturas, produtos de luxo, ofertas para a massa. Conflitante e convergente, fria e emotiva, acolhedora e implacável.

Somos obrigados a aprender rapidamente o seu ritmo, e a perceber seus delicados caprichos. Tenho certeza que os “novos paulistanos” que para cá vieram, assim como o fizeram por opção consciente, com ou sem plano, mas com certeza da acolhida e da prosperidade.

Mesmo com o frio na barriga, o medo do desconhecido, mesmo com muito esforço e dificuldade, é certo o impacto da sua grandiosidade. Nos sustentamos na confiança da nossa competência e no nosso potencial. E quando a vontade com competência encontra as oportunidades que você nos oferece, a mágica acontece.

Aprendi, com muitas cicatrizes, que ninguém faz nada sozinho. Que uma boa rede é poderosa e cuidadosa.

Assim como a cidade me acolheu, fui acolhido e ajudado por inúmeras pessoas, extremamente generosas, que me ensinaram a viver nesta cidade, a crescer profissionalmente, abrindo portas, me apresentando a outras pessoas, me oferecendo oportunidades e desafios. A todas elas, e foram muitas, sou extremamente grato.

Desde 2019, quando passei a integrar o Time Espro, pude perceber mais claramente as desigualdades desta cidade, aumentando a responsabilidade e o empenho de transformar a sociedade por meio da educação empreendedora e agora, também pela formação para o mundo do trabalho.

Muito obrigado São Paulo, por me acolher, me desafiar, me ensinar. Por não me mostrar o caminho, mas permitir que eu criasse o meu, deixando as minhas pequenas marcas, as minhas singelas contribuições, para que você continue fazendo o que faz de melhor: acolher e desafiar os que aqui vivem.

Termino acrescentando mais um ítem na minha história, de brasileiro, capixaba, descendente de libaneses, empreendedor compulsivo, executivo, professor, aprendiz e apaixonado por São Paulo e tudo que ela proporciona.

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Tentando explicar porque os Três Poderes foram atacados pelo Quarto e Quinto Poderes

Fiquem tranquilos.

Não é uma newsletter sobre política. É sobre comunicação, influência e seus resultados.

Preciso apenas dar uma rápida contextualizada antes de desenvolver a minha provocação de hoje.

Estamos acostumados ao termo Três Poderes, para identificar a atuação pública do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Está no nosso vocabulário e temos uma imagem do que são, apesar de poucos de nós se preocupar em entender com mais clareza e profundidade como os três funcionam. Fica a dica.

Claro que em algumas situações este cenário equilibrado deixa de existir. Em regimes totalitários, como em alguns países da América Latina, ou teocráticos, como vimos em alguns países árabes, os Poderes Legislativo e Judiciário são fortemente influenciados ou mesmo exercidos pelo Poder Executivo. Mas este é um desvio da democracia moderna, que prevê o equilíbrio e a isenção entre os poderes, extremamente estruturados, regulamentados e auditados.

No período de império no Brasil, havia um Quarto Poder, o Poder Moderador, que era exercido pelo Imperador, com o objetivo de manter o equilíbrio entre os poderes, mas foi extinto logo após a proclamação da República, por motivos óbvios rs

O Quarto Poder que quero falar é a imprensa, que passou a ser assim chamada em meados do século XIX, quando trouxe para si uma função parecida com a do nosso Imperador: evitar abusos dos Três Poderes, buscando manter a democracia em equilíbrio. 

Aqui começo a trazer minhas provocações.

Cada jornalista, cada editor, cada empresário do segmento jornalístico tem uma visão de mundo, uma crença, um viés e é extremamente difícil não colocar isso num texto. Se é um artigo, um texto de opinião, este viés é necessário, até obrigatório. Mas ao se transmitir uma notícia, a narrativa tem que ser isenta, sem comentários ou vieses. Com o tempo, a sociedade passou a entender que o jornal A tem uma visão mais à direita e o jornal B mais à esquerda, e passa a ler com ressalvas, o jornal com visão diferente da sua. Mas é algo explícito. 

Recomendo sempre que se leia as duas visões, mesmo que discorde muito de uma delas.

Desde que eticamente estruturadas, ajudam a construir a nossa visão, independente de como enxergamos o mundo. É algo dinâmico e precisamos “calibrar” nossas crenças e como enxergamos o mundo ao longo do tempo.

Também é “dentro” do Quarto Poder que a publicidade acontece e durante o século XX passamos a vê-la se “travestir” de notícia para levar mais credibilidade à mensagem, o que nem sempre era – ou é – percebido pela audiência.

Com o surgimento da internet, surge um novo e não regulamentado ambiente, perfeito para quem deseja se expressar, mas não tem condição de arcar com os custos de montar uma empresa jornalística. Inclusive o termo blog surgiu da iniciativa de um programador que começou a divulgar sua opinião e visão sobre o conflito na Palestina no seu diário de bordo digital, seu weblog, rapidamente reduzido para blog.

Também sites e portais passaram a oferecer conteúdo no formato jornalístico, alguns deles sem a estruturação anterior e, de forma intencional ou não, passam a entregar textos com um forte viés, como se fosse uma matéria isenta ou cuidadosamente apurada.

Pois é exatamente a internet, esse ambiente caótico, onde todos são fonte, todos são veículo (multiplicadores) e todos são audiência, que se transforma no Quinto Poder.

Todos os poderes na democracia têm a necessidade de construir uma narrativa, um storytelling, um copydesk, para atrair e engajar pessoas que pensem e enxerguem o mundo da mesma forma. Assim você atrai os que pensam igual, identifica e argumenta com os que pensam diferente e cria um ambiente propício ao diálogo, à discussão de propósitos, projetos, e futuros que desejamos para a sociedade em que vivemos (e consumimos).

Um case emblemático sobre o uso correto das redes sociais foi a primeira campanha presidencial de Barak Obama, que se tornou um divisor de águas no uso da internet pelos políticos.

A grande diferença é que os três poderes são burocraticamente estruturados para que possam coexistir e o quarto poder é regulamentado e passível de auditoria (quase sempre).

Quando levamos para a internet, o Quinto Poder ainda não está regulamentado em sua totalidade e ainda permite a construção de narrativas falsas, escritas como notícias. Bem-vindos à era das fake news.

Nunca o mundo esteve tão à mercê da construção de narrativas distorcidas, fora de contexto ou mesmo falsas, propagadas como forma de influenciar pessoas e manipular grupos, como o que acabamos de presenciar estarrecidos, em Brasília, com a invasão e depredação dos prédios símbolos dos Três Poderes.

O ponto central é que não estávamos prontos para termos acesso a tanta informação e ainda não desenvolvemos mecanismos de defesa, que possam nos proteger desses interesses enviesados. 

As redes sociais, criadas pela tecnologia, possuem a capacidade de reter a atenção do usuário, levando-o de um lado para outro em piscinas infinitas, sem que ele perceba. O termo foi cunhado por Jake Knapp e John Zeratsky em seu livro Faça Tempo.

Na mesma linha, o aprimoramento na redação dos textos traz gatilhos mentais como escassez, comunidade, urgência, exclusividade entre outros, levando o visitante do site ou perfil a uma sensação angustiante de reação ao estímulo do texto. O conceito é de 1984, de Robert Cialdini em seu livro As Armas da Persuasão

Junte a isso os algoritmos das empresas de tecnologia e temos a tempestade perfeita!

Presenciamos isso nos últimos dez anos pelo mundo, com a amplitude sem profundidade das relações digitais permitindo que pessoas, entidades e empresas se beneficiem disso: desde a propaganda que exagera nos benefícios do remédio ou na qualidade do produto tecnológico, passando pela foto retocada no app de relacionamento, chegando no discurso nem tão verídico do político.

Por um lado empresas criando ambientes onde seu cliente tem um canal direto de informação e relacionamento, e de outro exagerando nos atributos e criando armadilhas mentais para a venda.

Candidatos políticos, alguns usando a internet de forma correta, para aumentar o alcance de sua voz, e outros de forma leviana, denegrindo a imagem de seus opositores com narrativas não fundamentadas.

Músicos e bandas encontram o ambiente perfeito para divulgar sua arte, e de outro lado, se apropriam da arte alheia sem o devido crédito ou contrapartida.

Pessoas buscando relacionamentos e contato com outras pessoas por objetivos comuns, como hobbies e temas de interesse, e outras criando personagens fictícios para enganar ou prejudicar outras pessoas.

A última pitada desta receita explosiva vem de um comportamento que une os mais jovens e os mais velhos: a propagação de notícias, sem verificação prévia, em seus círculos de relacionamento, em suas redes sociais, fortalecendo e blindando a bolha já criada pelo algoritmo. Uma combinação explosiva, radical e excludente, gerando a percepção de fatos, ações e ambientes inexistentes.

O ser humano é social. Todos querem fazer parte de algo, pertencer a um ou mais grupos: do futebol, da faculdade, da igreja, do trabalho e busca na tecnologia uma forma de estreitar este relacionamento, esta participação.

Que tenhamos habilidade, transparência e determinação ética para revertermos esta situação de cisão política e social em nosso país – e no mundo – aprendendo e reescrevendo a narrativa para que possamos nos aproximar de forma empática e tolerante, buscando soluções e não culpados, tornando o mundo e, principalmente o nosso país, um lugar melhor.

Pode parecer utópico, mas as armas tecnológicas estão em nossas mãos e não têm custo.

Só precisa de ação! Vai se omitir?

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No Radar do Saade é uma newsletter de periodicidade incerta, onde compartilho, por meio da minha visão, fundamentos, fatos, dicas, cicatrizes, sacadas e gafes de empreendedores, com a aspiração de ser a dose recorrente de inspiração e aprendizado, para quem deseja começar algo novo, dar mais um passo no trabalho, nos negócios, ou na vida. Afinal, “sempre existe alguém começando algo novo.”

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A próxima temporada estreia em Fevereiro de 2023!

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Onde começa o seu 2023?

Olá!

Faz um tempinho que não nos falamos.

Dei uma parada para colocar a cabeça em ordem para o que vem pela frente e acabei percebendo que é preciso analisar o conjunto da obra para darmos o próximo passo.

Nova onda (mais leve) de Covid, Guerra (menos intensa) na Ucrânia e eleições (ainda quente), com a posse do novo governo. As coisas ainda estão acontecendo com muita intensidade e pouca reflexão.

Não sei se chegou a ler um artigo onde fiz a provocação do tempo estar embolando os fatos e bagunçando a nossa percepção, como se o ano tivesse 730 dias! Se não leu, convido a depois dar uma passadinha lá e ler. Está neste link.

Pois bem, decidi voltar mais no tempo e “embolar” uma timeline mais longa, para dar suporte e tração à jornada de 2023, buscando gerar sinergia com o que planeja para você e/ou para a sua empresa.

Logo no começo da pandemia, em 2020, segui firme com a minha missão de transformar o país por meio do empreendedorismo e celebramos uma parceria entre os Compulsivos e a BandNews FM para oferecermos diariamente, dicas gratuitas com “compulsivos” das mais diversas áeas, para os empreendedores de pequeno porte passarem pelo turbilhão do isolamento social. Um belo trabalho voluntário de colaboração criado pelos Compulsivos.

Me aproximei mais da ACNUR e oferecemos um programa de mentoria gratuita para mulheres refugiadas empreendedoras.

Palestrei para startupsentidadeseventos, empresas de médio e grande porte sobre a importância de uma atitude e mentalidade empreendedoras para manter a empresa em evolução constante, tolerante ao erro e mentalidade ágil, extremamente necessárias em startups de projetos, mudanças de rumo nos negócios e perpetuação da empresa.

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

Lancei junto com o Luiz Felipe Pateo pela DC Editora uma coleção de livros sobre Empreendedorismo para os Ensinos Fundamental 1 e 2 e para o Ensino Médio, que em 2023 se desdobrará numa série de palestras e workshops oferecidos aos professores, alunos, pais e comunidade.

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

Publicamos o segundo volume da Série Tenha Cicatrizes, onde convido empreendedores para compartilharem seus erros, seus aprendizados e suas soluções.

Também produzi e gravei um curso de empreendedorismo 50+, dando uma nova perspectiva a uma crescente faixa da nossa população, ainda sem direção nesta vertente. O curso tem previsão de lançamento neste ano.

Expandi meu programa de rádio para o interior do país, disponibilizando no formato sindication o conteúdo para rádios que antes não teriam condições de oferecer o tema de cultura e atitude empreendedora em sua programação. Uma parceria campeã com a Juliana Paiva.

Produzi também com o Luiz Felipe Pateo mais uma temporada do podcast dos Compulsivos, trazendo entrevistados de empresas dos mais diversos portes e momentos e, retomei o meu podcast Tenha Cicatrizes com um minuto diário de provocação e inspiração sobre empreendedorismo e negócios.

Ampliei o meu programa de mentoria para altos executivos e empreendedores e com ele, meu projeto de mentoria pro bono – Operação Gastrite – onde converso semanalmente com um empreendedor, por uma hora, criticando o plano de negócios ou ajudando com a minha visão no entendimento do atual momento da empresa ou de vida.

Na minha atuação à frente do Esprouma instituição filantrópica apaixonante, que há mais de 40 anos capacita e insere jovens no mundo do trabalho, lidero um time incrível que nos levou a ser reconhecidos – no meio da pandemia – como Lugares Incríveis para Trabalhar. Lançamos novos produtos e serviços, trabalhamos fortemente com pesquisa de campo, identificando e entendendo onde a nossa atuação era necessária, colocando foco e impactando causas como pobreza menstrual, insegurança alimentar, refugiados, equilíbrio emocional e, trabalho, emprego e geração de renda, sempre em parceria com grandes empresas e cinco camadas de governança, em atendimento à forte regulamentação do terceiro setor.

Projeto Ryla Espro

Isso me levou a discutir temas como a aprendizagem profissional junto ao governo federal e entidades, refugiados junto a ONU, fomento ao empreendedorismo junto aos fóruns de desenvolvimento, além de ocupar espaços como membro do Comitê de Relações Internacionais do FONIF, do Programa de Inovação (iNO-vc) da ArcelorMittal, do comitê das Corporações do Inovabra Habitat.

Ufa! Olhando sob esta perspectiva acalma meu coração. Errei muito, mas aprendi e acertei também, sempre com a mentalidade e atitude colaborativa, plural, diversa, empática, determinada e divertida.

Com a sensação de dever cumprido e novamente desafiado, parto daqui para mais uma fase de uma jornada que será de aprendizados, cicatrizes e conquistas, que darão suporte à minha atuação no ano que inicia, colocando toda a minha energia, determinação e uma vontade enorme que a minha atuação e evolução pessoal contribua para a sua, a da sua empresa, da nossa sociedade e do nosso país! Desafios não faltam!

E você, onde começa seu 2023?

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ESG, “pero no mucho”​.

Para conversar com você hoje, fui buscar inspiração num artigo que escrevi há algum tempo, antes de lançar o No Radar do Saade.

Sempre defendi o livre mercado e a iniciativa dos empreendedores, que geram emprego, riqueza e solucionam problemas. Também sempre apoiei projetos sociais que fomentassem o protagonismo dos participantes na solução de problemas sociais.

A FORÇA DA SOCIEDADE CIVIL

Acredito fortemente que a sociedade civil tem mais força e agilidade que o poder público no direcionamento e implementação das soluções tão necessárias na busca de igualdade, de equidade.

E desde que assumi a Superintendência Executiva do ESPRO – uma instituição filantrópica e sem fins lucrativos, que atende a três políticas públicas de forma multifacetada – vim calibrando a minha visão sobre o segmento, sua gestão e sustentabilidade financeira e buscando uma forma de usar minha visão do ambiente e dos interlocutores para melhorar o nosso resultado e engajar mais as empresas nesta causa tão nobre e urgentemente necessária.

Logo, foi natural, mas revelador, tratar cada iniciativa social como um produto, que resolve uma dor de uma determinada parcela da sociedade e que algumas empresas teriam interesse em patrocinar esta transformação.

Me achei um gênio por um breve intervalo de tempo, até conversar com outros gestores do terceiro setor e receber o tiro de misericórdia do Michael Porter, em seu TED de 2013! Nele, o professor traz uma reflexão sobre tratar causas sociais como produtos que resolvem problemas, dores, das pessoas e das empresas, tornando-se assim economicamente interessantes para patrocinadores e doadores.

Se o apoio financeiro a determinada causa social produz alguma contrapartida da qual a empresa possa se apropriar, ela passa a considerar isso como uma opção sólida de investimento.

Pena que a premissa é mais teórica que prática. Na vida real, a grande maioria das empresas que defendem ou possuem políticas internas ESG ainda medem o investimento pela saída do recurso e não pelo seu impacto social. Triste, mas verdadeiro.

Não adianta gastar mais no anúncio de divulgação do que no próprio projeto social. Não faz sentido cumprir a cota da política pública da inserção do jovem no mundo do trabalho e não dar condições para que ele se desenvolva. Ou ainda, não perceber que ele tem um grande potencial, mas chega na empresa com alguns gaps pela deficiência do ensino e suas limitadas condições de acesso.

Não tome minha fala como desanimada ou derrotada. O que quero é provocar em você o mesmo desconforto e indignação que sinto todos os dias, da cadeira onde sento no Espro, ao me deparar com situações como essas.

Mas temos boas iniciativas. E empresas comprometidas. Muitas. Inclusive já escrevi sobre isso em outro Radar, quando abordei de forma mais objetiva a questão ambiental e as iniciativas de impacto pelo mundo. Confira aqui.

PACTO GLOBAL DA ONU

Fechando o cenário, a seção brasileira do Pacto Global da ONU, lançou há dois mese, na B3 uma iniciativa para avanços mais concretos no país no que diz respeito a sustentabilidade. O programa, chamado de “Ambição 2030”, provoca as companhias brasileiras, listadas em bolsa ou não, a abraçarem e implementarem ações ligadas aos ODS, da ONU.

O programa busca impactar sete diferentes pilares: equidade de gênero, de raça, dignidade salarial, saúde mental, acesso à água, e medidas de transparência e anticorrupção. Também criarão um fórum especial composto por diretores financeiros de empresas, colocando no centro do controle financeiro das empresas a discussão ESG.

E você e sua empresa? Vão ficar só olhando?

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Nele falo sobre fundamentos, dicas, cicatrizes, sacadas e gafes de empreendedores. Um minuto por dia, com aspiração de ser a dose recorrente de provocação, inspiração e aprendizado.

No episódio de hoje trago uma provocação sobre como, e se é possível, proteger uma ideia antes dela virar um negócio.

Procure por Tenha Cicatrizes ou por Alessandro Saade em seu agregador de podcast preferido. Ou clique e ouça diretamente no Spotify. Aproveite e assine, curta e compartilhe com que você entende que precise de uma dose diária de empreendedorismo.

#TenhaCicatrizes

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Nesta edição do Radar…

… falei sobre: #sustentabilidade #varejo #consumo #terceirosetor #comportamento #PME #falasaade

No Radar do Saade é uma newsletter de periodicidade incerta, onde compartilho fundamentos, dicas, cicatrizes, sacadas e gafes de empreendedores, com a aspiração de ser a dose recorrente de inspiração e aprendizado, para quem deseja começar algo novo, dar mais um passo no trabalho, nos negócios, ou na vida. Afinal, “sempre existe alguém começando algo novo.”

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Não aguenta? Bebe leite. Digo, Latte Macchiato.

O mercado continua em ebulição!

O mercado que surge pós pandemia é pujante e dinâmico. Não tem receita de bolo e demanda rápida reação aos movimentos dos consumidores e concorrentes. Isso faz o mercado produzir resultados bem interessantes. Boralá?

E a Starbucks assumiu o controle da operação da rede Subway no Brasil.

Apesar da brincadeira no título, o mercado de franquias de alimentação no Brasil é coisa muito séria.

Dados de 2020 apontam que a rede Starbucks fatura R$ 250 milhões por ano no Brasil, por meio de uma rede de mais de 100 lojas, localizadas em 17 cidades.

Já a Subway, no mesmo ano de 2020, contabilizou o fechamento de 133 lojas nos doze meses anteriores, previu a abertura de 30 lojas em novas localidades e deu mais atenção ao delivery que já havia crescido no ano anterior.

O movimento das duas redes era bem distinto imediatamente antes do início da pandemia. E o resultado se consolida com o movimento de aquisição de uma rede pela outra.

As estratégias são completamente diferentes, desde portfolio, passando pelo posicionamento da marca preço e sua respectiva segmentação de público e experiência ou jornada dos seus clientes.

Se é difícil para os grandes, imagine para os pequenos. Com menos recursos e menos acesso a estratégias e capacitação, tocar um negócio PME não é tarefa simples.

Olhando para este mercado, o WhatsApp lançou um pacote destinado às PMEs para aumentarem suas vendas pelo aplicativo. O objetivo é permitir que um único número de celular cadastrado possa ser usado por mais de um aparelho na interação com clientes. Um grande ganho para melhorar o atendimento remoto, garantindo uma melhor experiência dos consumidores.

Nada de extraordinário, afinal, quem não dá atenção a um mercado 175 milhões de pessoas no mundo, que trocam mensagens diariamente com uma conta WhatsApp Business. Mais de 1 bilhão de pessoas conectadas toda semana, e mais de 40 milhões de pessoas acessam catálogos virtuais de empresas, todos os meses. E o Brasil representa 25% disso tudo!

Ainda falando de franquia …

PremiaPão é uma microfraquia, fundada em 2015, que tem como negócio a oferta de publicidade nos saquinhos de pão das padarias. O grande diferencial da rede é que todo saquinho da PremiaPão vem com prêmios. Hoje a rede tem 100 franqueados e em 2021 chegou ao faturamento de R$ 7 milhões, mas os planos são bem arrojados: terminar 2023 com 500 unidades e atingir R$ 9 milhões.

E a ação já começou, com o desenvolvimento de um aplicativo para interagir com os anúncios em realidade aumentada e estratégias de captação de franqueados baseadas no porte de cidades. Na capital paulista não deu muito certo. Mas entende que a segmentação por porte de cidades foi uma escolha acertada.

Ainda falando em franquias, a Zee.Dog, anunciou a entrada oficial segmento de franchising. A marca oferece produtos para animais de estimação e seus humanos, e lançou um modelo de franquias com valores a partir de R$ 350 mil, com lojas de 40 a 100 metros quadrados.

A ideia é sair do virtual, onde os consumidores já estão habituados a comprar produtos da Zee.Dog online, e trazê-los para o varejo físico. Também abrirão um super espaço em São Paulo, com quatro andares e 750 metros quadrados, integrando diferentes espaços para compradores e seus animais de estimação, servindo como ponto de encontro e até mesmo coworking. Será que vai dar certo?

Não é franquia, mas vai movimentar o mercado

Apesar de não ser franquia, está competindo na mesma arena e sob as mesmas influências. É imperativo destacar a fusão entre a BR Malls e a Aliansce, criando um grupo gigante, composto de 69 shoppings centers e quase 40 bilhões de reais em vendas.

O movimento é reflexo da mudança do comportamento do consumidor, que caminhou para as compras online e mais ainda, pós dois anos de pandemia e reclusão. Se antes viver da locação dos espaços era difícil, entendo que agora seja impossível. Será necessário gerar novas experiências nos shoppings, gerando receita com o fluxo de clientes, entretenimento e conveniência, alimentação e espaço de coleta de compras online.

É sentar, pegar a pipoca e assistir. Vai ser bonito de acompanhar.

Você já assina o Tenha Cicatrizes, meu podcast diário?

Nele falo sobre fundamentos, dicas, cicatrizes, sacadas e gafes de empreendedores. Um minuto por dia, com aspiração de ser a dose recorrente de provocação, inspiração e aprendizado.

No episódio de hoje trago num TBT, uma reflexão sobre os foodparks, espaços estruturados durante a febre de foodtrucks, criando uma praça de alimentação a céu aberto. Ficou curioso? O episódio está aqui.

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#TenhaCicatrizes

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Nesta edição do Radar…

… falei sobre: #marketing #varejo #consumo #cultura #comportamento #PME #falasaade

No Radar do Saade é uma newsletter de periodicidade incerta, onde compartilho fundamentos, dicas, cicatrizes, sacadas e gafes de empreendedores, com a aspiração de ser a dose recorrente de inspiração e aprendizado, para quem deseja começar algo novo, dar mais um passo no trabalho, nos negócios, ou na vida. Afinal, “sempre existe alguém começando algo novo.

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Varejo, datas comemorativas e consumo.

Já passou a Páscoa e o Dia das Mães, vem aí o Dia dos Pais e logo mais o Dia das Crianças, depois a Black Friday e então o esperado Natal.

Sempre fui fascinado pela comunicação. Desde muito jovem! Saber usar a linguagem e a forma correta para transmitir uma mensagem é uma arte preciosa. Mais ainda quando estendida ao Marketing. Então, a busca por formação e mais conhecimento sobre o assunto foi natural e recorrente na minha vida.

Neste RADAR quero conversar com você sobre datas comemorativas.

Muitos nem percebem, mas a grande maioria das datas que comemoramos hoje, foi criada por alguma empresa, agência, ou segmento do varejo buscando aumentar as vendas. E algumas bem recentemente!

Em junho comemoramos o Dia do Hamburger. Novidade, né? Mas tem a mesma origem do Dia das Mães, dos Pais, dia das Crianças e dos Namorados, entre tantas outras. Podem até coincidir com uma data histórica relevante, mas a sua criação e divulgação intensa vieram da área de marketing, como o Natal. Sim, o Natal! Espera um pouco que já chego nele.

Dia das Mães, por exemplo, é uma das datas mais importantes em volume de vendas para o varejo! Chega a competir com o Natal em vendas!

É interessante perceber como este tipo de iniciativa aquece o mercado e muda padrões de consumo. Afinal, que nasceu com a data já existente, consolidada no calendário, não vai saber que ela não existia há dois, cinco ou dez anos antes. Estranho, né?

O mesmo acontece com países e nem percebemos. Apesar da região estar habitada e ativa há mais de 2.000 anos pelos fenícios, o Líbano, como república, só conseguiu sua independência em 1943. Foi ocupado pela França desde 1923, logo após o fim da primeira guerra. Apesar de uma cultura milenar, o país é bem mais novo que o Brasil. Mas isso é assunto para outro radar. Comentei apenas para ilustrar como é importante entender o contexto, a história.

Voltando às datas comemorativas, a interação das marcas com as datas podem assumir proporções inimagináveis!

Um bom exemplo é o Natal – viu, cheguei nele. Antes da Coca-Cola de “adotar” o bom velhinho e intensificar a comunicação com mensagens sobre a sua história de presentear as crianças no Natal, sua roupa era verde! Sim, Santa Claus era palmeirense rsrs Já havia alguma representação do Papai Noel com roupas vermelhas, o o grande movimento veio da fabricante de refrigerantes intensificou a divulgação dos trajes vermelhos para deixá-lo mais próximo à marca. Um personagem simpático e rechonchudo, vestido de vermelho e com uma pequena garrafa na mão e pronto: aí está o Papai Noel que conhecemos.

Mas você sabia que a compra de presentes em datas comemorativas apesar de aquecer a economia gera um consumo absurdo e desnecessário?

Um estou realizado em 2009, pelo Professor Joel Waldfogel da Universidade da Pensilvânia, identificou que nas festas de fim de ano, que integra o Dia de Ação de Graças (bem mais forte que o Natal nos Estados Unidos) e o Natal, o consumo pode chegar a estratosférica cifra de oitenta e cinco bilhões de dólares! Quase meio trilhão de reais na cotação de hoje.

E, segundo o autor do estudo, este enorme volume de dinheiro foi consumido com presentes inúteis ou supérfluos. Quantas vezes você recebe no Natal um presente que não serve, não gosta ou não precisa. Será que não vale revermos alguns conceitos de consumo?

Este estudo está condensado no livro Scroogenomics, de 2009, escrito pelo Professor Waldfogel. Não encontrei nada mais recente, mas com a explosão de compras online no mundo na última década, mesmo com o desaquecimento da pandemia, este número com certeza hoje é bem maior.

Aproveite as oportunidades das datas comemorativas. Encontre uma ou mais, que possa se apropriar buscando aumentar suas vendas. Mas sempre com responsabilidade.

Pense nisso!

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Do século XVIII a Djokovic – Tentando entender o movimento Antivax no Brasil e no mundo.

Em outubro de 2021, em parceria com a Unesco e com o Nexo Jornal, o Consulado da França em São Paulo promoveu uma conferência virtual com o professor e historiador da Universidade de Bourgogne Laurent-Henri Vignaud, que versou, com base em sua pesquisa, sobre o movimento antivacina mundial.

Em seu livro, “Antivax: Resistência às vacinas, do século 18 aos Nossos Dias”, Vignaud traz uma reflexão sobre os dados da sua pesquisa e conclui que a resistência à vacinação é um fato antigo e recorrente, com adeptos tanto da esquerda quanto da direita – sempre nas extremidades desses setores. Também informa que não está ligado à falta de acesso à informação ou  à educação, mas sim ao excesso de informação e à dificuldade de saber em que acreditar.

Diz ainda que os argumentos e os perfis são muito diversos, passando por questionamento sobre a qualidade das vacinas até por motivos religiosos ou alternativos e naturalistas.

Recomendo a leitura da entrevista completa concedida pelo historiador ao Nexo (neste link) que tem total convergência com minhas crenças:

a ciência deve ser respeitada e a informação, sem habilidade de digeri-la ou criticá-la, é também uma crescente pandemia.

Outro ponto importante é o direito à liberdade. Agora em janeiro, o mundo assistiu perplexo a um ídolo mundial e monstro das quadras, o tenista Novak Djokovic, ser deportado e perder o direito de participar do Aberto da Austrália.

Sou fã dele dentro das quadras. E continuarei sendo. Mas ele perdeu pontos – comigo e com muitos fãs –, além de ter deixado passar uma grande oportunidade de dar um exemplo valioso para o mundo. Se envolveu num enredo de documentos incompletos, declarações desencontradas e o entendimento que teria direitos diferentes das outras pessoas. Idas e vindas, declarações e audiências, processos e mandatos foram as armas de uma batalha desnecessária.

E a França já informou que, sem vacina, ele não poderá entrar no país nem participar do emblemático campeonato de Roland Garros.

Compartilho matéria do UOL com a visão do Andrei Kampf, com uma rápida, mas objetiva análise do caso Djokovic, em que, entre outras coisas, afirma que “O direito à liberdade – por mais inegociável que seja – tem limites porque é universal, ou seja, de todos! Todos têm o mesmo direito e daí surgem as limitações estabelecidas pelo poder para garantir ou limitar essas liberdades.”

No fim das contas, ficamos com a reflexão mais simples e objetiva:

para viver em comunidade, em sociedade – seja uma família, uma empresa, um condomínio, um bairro, uma cidade, um país ou mesmo o mundo – é preciso bom senso, empatia, tolerância, educação e coerência, atributos cada dia mais escassos em nosso planeta.